Quem vai comemorar junto o sucesso?

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O mercado de energia solar fotovoltaica está a todo vapor: fábricas investindo no Brasil, importadores entrando no mercado de venda direta ao consumidor final, distribuidoras e concessionárias de energia querendo uma fatia do negócio geração distribuída, multinacionais comprando empresas nacionais, negócios sendo abertos a todo dia em cada canto onde exista um telhado somado a uma conta de energia cara. Todo esse movimento era esperado, afinal as projeções e números para o mercado são bastante atrativos e revelam que a crise possivelmente passará longe do setor.

Mas vamos por partes. Apesar de esse ser um negócio com perfil exponencial, não significa que todas as empresas entrantes ou que já estão no mercado irão ver seus números crescerem exponencialmente. O mercado vem dando sinais de que grandes e poucos grupos irão dominar a maior parcela dos negócios. É possível que muito em breve tenhamos de cinco a dez empresas no Brasil com mais de 80% dos negócios em geração distribuída.

Se por um lado isso pode acarretar o desaparecimento das pequenas empresas, para o consumidor final, muito mais interessado na dupla custo-benefício, esse poderá ser um ponto positivo, desde que a concentração dos negócios promova redução de preços com consequente aumento de qualidade nos serviços.

Enfim, já não há dúvidas quanto ao sucesso do mercado de energia fotovoltaica no Brasil, nesse momento a incerteza é sobre quais poucas empresas irão comemorar juntas esse sucesso.

Miriam Penna Diniz é Diretora de Novos Negócios da Emap Solar. Responsável pela montagem de suportes e módulos fotovoltaicos da Usina Solar do Mineirão e por mais de 120 instalações de sistemas fotovoltaicos no Brasil. Especialista em Gestão de Negócios pela FDC e Finanças pelo Ibmec, é formada em Ciências Biológicas pela UFMG.

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